Álvaro Santos Pereira e Pedro Andersson: a entrevista é verdadeira?

Atualizado a 5 de novembro de 2026 · 1 min de leitura

Neste artigo
  1. O que detetámos
  2. Porque usam um programa interrompido
  3. Como confirmar

Não, é burla. A Lusa Verifica desmentiu que o governador do Banco de Portugal tenha abandonado um programa de televisão, e o Observador desmentiu a entrevista de João Baião a Pedro Andersson que teria sido interrompida pelo banco. Estas histórias aparecem em anúncios que levam a plataformas fraudulentas.

Se chegou aqui depois de ver o vídeo ou o artigo, não deixe os seus dados nem envie dinheiro. Se já o fez, tem os passos a seguir no fim da página.

O que detetámos

Entre 26 de outubro e 5 de novembro de 2026 registámos 8 anúncios em Portugal com pelo menos dois destes nomes: Álvaro Santos Pereira, Pedro Andersson e Clara de Sousa. Levavam a cinco plataformas:

O nome da plataforma muda constantemente e a história mantém-se. Por isso, procurar apenas o nome pode não chegar.

Porque usam um programa interrompido

Uma entrevista «cortada» explica porque não encontra o vídeo em lado nenhum: dizem-lhe que alguém o quis esconder. O esquema costuma ser este:

  1. Um anúncio sugere uma revelação em direto que um banco ou o governo quis travar.
  2. Uma página que imita um jornal conta a história e nomeia uma plataforma.
  3. Um formulário pede o nome, o e-mail e o telefone.
  4. Pouco depois liga um «consultor» que pede um primeiro depósito.

Como confirmar

  • Procure o programa no site oficial do canal. Se só existe num anúncio, é falso.
  • Veja o endereço da página: um grande jornal não publica num domínio desconhecido.
  • Desconfie de ganhos garantidos e de qualquer depósito «para começar».
  • Antes de enviar dinheiro, verifique se a entidade está autorizada.
Resumo semanal das plataformas de investimento fraudulentas que detetamos em anúncios nas redes sociais.Ler o relatório desta semana →

Já se registou ou já pagou?

  1. Não pague mais nada, mesmo que peçam «impostos» ou «comissões» para libertar o dinheiro.
  2. Ligue hoje mesmo para o seu banco: bloqueie o cartão e peça o estorno (chargeback) ou a devolução da transferência. Quanto mais cedo, mais hipóteses.
  3. Não instale nada do que lhe pedirem (AnyDesk, TeamViewer…). Se já o fez, desinstale-o e mude as suas palavras-passe.
  4. Apresente queixa à polícia e ao regulador do seu país. Guarde capturas de ecrã, e-mails e números de telefone.
  5. Cuidado com as empresas de «recuperação de fundos» que o vão contactar a prometer recuperar o dinheiro em troca de um pagamento: quase sempre são uma segunda burla.

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